Maria Da Penha

“El problema no está en la Ley sino en su aplicación(…) pero tenemos mucha gente involucrada, hombres y mujeres que viven y sueñan con una sociedad más humana para sus hijos y nietos»

A mulher que escolhemos homenagear na Chamada “Altar da Mulher” se chama Maria da Penha e ela transformou, com muita luta e persistência, a legislação brasileira, no que diz respeito à violência doméstica.

Para falar de violência contra as mulheres, é importante salientar que é a estrutura do pensamento patriarcal, que rege esse tipo de comportamento. Esse tipo de pensamento se instaura com a perda da compreensão do significado da cosmovisão. A cosmovisão, característica que permeia a mentalidade dos povos originários, entende que o ser humano faz parte do todo, e, tudo que existe, visível e invisível corresponde ao campo do sagrado. Nosso objetivo aqui, não é santificar, tampouco idolatrar os povos originários. 

Achamos importante ressaltar que atitudes pautadas no pensamento patriarcal, estejam presentes na mente de homens ou mulheres que cultuam essa ideia, causam dor e também desrespeito aos outros seres vivos e à natureza em geral.

Os povos que cultuam a cosmovisão, têm uma visão coletiva e integrada de sociedade, prezam pela vida e pelo respeito aos outros seres, sejam eles minerais, vegetais ou animais, pela simples razão de os considerarem seus parentes próximos. Esses seres podem estar incorporados seja na forma de árvores, de rios, de animais, de montanhas, e tudo o que envolve a amplitude da natureza. Portanto, para aqueles seres que tem a cosmovisão como filosofia, não há o entendimento de supremacia do homem sobre a mulher, ou sobre tudo que é considerado feminino, incluindo a natureza. A supremacia do homem sobre a mulher é um fato arraigado na cultura patriarcal e machista do ocidente. Lamentavelmente, a crença de que o homem/macho é superior e possui mais direitos que os demais seres vivos, funciona como uma espécie de engrenagem de um mecanismo, o qual, atua como um verme incrustado nas entranhas do pensamento e das atitudes, na nossa sociedade.

Infelizmente no Brasil, a cultura do estupro e da agressão física contra as mulheres, está presente no comportamento social, desde longa data. É importante salientar que, a colonização do continente americano, em decorrência da invasão dos povos europeus, trouxe além de suas encantadoras culturas, suas doenças, seus ratos e seus preconceitos. No entanto, as mais danosas de todas as contribuições, foram a imposição ao pensamento monoteísta e a catequização dos povos originários. Povos que foram obrigados a sacrificarem, entre outros fatores, sua filosofia de vida, seus deuses e consequentemente sua cosmovisão de mundo, em troca da sobrevivência. Assim sendo, a mentalidade do patriarcado foi incorporada em sua cultura, trazendo o individualismo, o machismo e toda a violência agregada a ele.

Após a breve introdução da linha de pensamento a qual acreditamos, apresentamos com respeito e admiração a nossa homenageada, que gentilmente forneceu por e-mail as informações descritas no texto que segue.

Maria da Penha Maia Fernandes é uma mulher brasileira, farmacêutica bioquímica, tornou-se símbolo do enfrentamento à violência de gênero. Sua luta foi travada contra a violência doméstica e familiar, quando, diante da impunidade do caso que quase culminou com o seu assassinato, não se calou. 

Nos conta Maria da Penha, que em maio de 1983, foi vítima do seu então marido, Marco Antonio Heredia Viveros com um tiro nas costas enquanto dormia, que a deixou paraplégica. Marco Antônio por duas vezes foi julgado e condenado, mas saiu em liberdade devido a recursos impetrados por seus advogados de defesa. 

Segundo Maria da Penha, sua procura por recursos nacionais e internacionais fez a grande diferença na repercussão e na opinião pública da sociedade brasileira. Ela nos diz que lutou por 19 anos e seis meses para que seu agressor fosse punido e devido a sua perseverança e esperança, o Brasil hoje conta com uma das três leis mais avançadas do mundo: a Lei Federal 11.340/06 – Lei Maria da Penha. 

A nossa homenageada esclarece que sua contribuição nesta importante conquista para as mulheres brasileiras tem lhe proporcionado, por todo o país, significativas homenagens, dentre as quais podemos destacar a Medalha Rio Branco e o Prêmio Direitos Humanos, maior comenda do Estado Brasileiro. A luta dessa importante mulher também lhe rendeu reconhecimentos internacionais, como a comenda “Mulher Coragem”, única brasileira a receber essa condecoração do Governo Americano. Outra importante homenagem que Maria da Penha recebeu, foi a condecoração concedida pela Embaixada do Reino da Espanha a Ordem de “Cruz de Dama de Isabel la Católica”, bem como o Prêmio Franco Alemão de Direitos Humanos.

Maria da Penha conclui que, o seu envolvimento pessoal com a causa, lhe estimulou a fundar em 2009 o Instituto que leva seu nome “Maria da Penha”. O seu objetivo com a criação do instituto, foi institucionalizar e amplificar as suas ações de forma que estas atinjam um maior número de pessoas e tenham sua continuidade preservada. O IMP tem como missão “Enfrentar, por meio de mecanismos de conscientização e empoderamento, a violência doméstica e familiar contra a mulher”. 

As informações acima foram fornecidas via e-mail em 03/11/2020 pelo Instituto Maria da Penha.

Mais informações: http://www.institutomariadapenha.org.br Facebook/InstitutoMariadaPenha 

CRÉDITOS MARIA DA PENHA: Fundadora do Instituto Maria da Penha e Inspiradora da Lei Federal11340/06- Lei Maria da Penha

Referencia: https://www.institutomariadapenha.org.br/

Colaboración producción de imagen e investigación: Rosana Bortolin

Dirección y responsable del proyecto: Silvia Barrios

Enlace virtual:

“Altar Mujeres SXXI  #vidasenlucha”  es  un laboratorio/instalación transdisciplinario en cruce con la perspectiva de género, que sintetiza el trabajo de una plataforma dedicada a la investigación y producción de obra. Un archivo global de todos los tiempos y culturas.

Página web Proyecto/archivo “Altar Mujeres SXXI” : “Altar Mujeres SXXI  #vidasenlucha”

Pagina del archivo Face https://www.facebook.com/altarmujeressxxi/?modal=admin_todo_tour

Para sumarte a la propuesta: altarmujeresxxi@gmail.com

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